sábado, 30 de agosto de 2008

Governo precisa dar o exemplo de práticas ambientais sustentáveis, diz Minc

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse nesta quinta-feira (28), na abertura do III Fórum Governamental de Gestão Ambiental A3P, no auditório do Tribunal Superior do Trabalho, que a Administração Pública tem que dar o exemplo no que diz respeito às práticas ambientais sustentáveis. "Não basta falar, tem que fazer", alertou.

Para ele, o governo não pode apenas ficar pedindo para a iniciativa privada adotar um comportamento ecologicamente correto sem fazer a sua parte para a preservação do meio ambiente.

Ele quer que as obras públicas utilizem apenas madeira certificada, sejam planejadas para assegurar um aproveitamento melhor da energia e da luz solares e contribuam direta e indiretamente para a redução das emissões de gases que agravam o efeito estufa. "É fácil o estado cobrar, mas fazer o contrário", salientou.

O Fórum, que reúne mais de 400 participantes, é uma iniciativa da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA para que os gestores públicos troquem experiências sobre práticas sustentáveis nas obras públicas. A utilização de materiais reciclados, a redução do consumo de descartáveis poluidores do meio ambiente e a participação dos servidores na adoção de práticas sustentáveis foram destacados pelo ministro como medidas a serem incentivadas nos estados, municípios e na administração federal. Segundo ele, o serviço público tem que atuar como indutor, irradiando as boas práticas ambientais.

Para Minc, cada órgão público deveria ter um servidor por andar, responsável pelas práticas ambientais em seus locais de trabalho. "Temos que 'Ecologizar' a Administração Pública", destacou Minc. Os órgãos públicos, segundo disse, não podem "deseducar" ambientalmente. "Quando se dá o exemplo, estamos contaminando outros setores" , disse a respeito das boas práticas ambientais. Uma mudança de atitude da Administração nesse sentido poderia estimular os fornecedores a mudar seus hábitos também.

Ele citou exemplos, como adoção de papel reciclado em órgãos públicos do Rio. "Não queriam porque alegavam que ia ficar muito caro, mas depois do pregão eletrônico se viu que ia sair quase o mesmo preço", disse. Para o ministro, o que falta é a Administração criar demanda para produtos ecologicamente corretos. "Havendo produção em larga escala os preços despencam", avalia.

O Programa A3P já conta com a adesão de 33 instituições federais e comprometimento de mais de 300 entidades estaduais e municipais e recebeu a adesão do TST durante o Fórum. Participam vários órgãos da administração pública, dos três poderes, além de representantes de governos estaduais e municipais.

Minc voltou a destacar o papel da educação ambiental, do consumo consciente e das práticas simples que aliadas ao exemplo da administração pública contribuem para a preservação de um meio ambiente saudável. "Menos consumo de energia significa menos hidrelétricas, menos problemas ambientais e menos termoelétricas que contribuem muito para a emissão de gases nocivos ao meio ambiente", lembrou. (Fonte: MMA)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Aquecimento global ameaça as importantes reservas de água do Himalaia

A mudança climática ameaça seriamente as reservas de água da região do Himalaia, colocando em perigo a subsistência de 1,3 bilhão de pessoas, afirmaram os especialistas reunidos em Estocolmo por ocasião da Semana Internacional da Água.

A região montanhosa do Himalaia, que abriga geleiras, e a zona de permafrost (camada de gelo permanente), as maiores do mundo depois das regiões polares, experimentaram nos últimos anos um degelo progressivo e uma mudança espetacular no que diz respeito a precipitações, lamentaram.

"As geleiras do Himalaia desaparecem mais rápido do que no resto do mundo", afirma Mats Eriksson, do programa de gestão da água do Centro Internacional do Desenvolvimento Integrado das Montanhas.

Apesar das grandes altitudes, da distância e da difícil cooperação entre os países da região complicarem os estudos do fenômeno, Eriksson acha evidente que "a região está sendo especialmente afetada pela mudança climática".

"O retrocesso das geleiras é enorme, de até 70 metros ao ano", precisou.

Xu Kinchu, que dirige o Centro para Estudos do Ecossistema Montanhoso na China, também assegurou que a mudança climática está devastando o Himalaia, enfatizando, por exemplo, que as temperaturas da montanha tibetana aumentaram 0,3 grau por década, "o dobro da média mundial".

É difícil quantificar as repercussões nas reservas de água, mas o impacto é real na região em que as geleiras e a neve fornecem 50% da água que desce pelas montanhas e que alimenta nove dos maiores rios da Ásia.

O Himalaya, conhecido como o "Teto do Mundo", se estende através da China, Índia, Nepal, Paquistão, Mianmar, Butão e Afeganistão. A cordilheira montanhosa representa uma fonte importante de água para uma das regiões mais povoadas do planeta, com cerca de 1,3 bilhão de pessoas segundo um censo oficial.

"A neve e o gelo se fundem proporcionando uma importante fonte de água fresca para a irrigação, energia e o consumo", explica Xu.

As geleiras têm uma capacidade enorme para conservar a água. Desta maneira, se o nível de água aumenta à medida que o gelo se funde, a longo prazo, o desaparecimento das geleiras reduzirá a água disponível.

Paralelamente ao degelo, os cientistas observaram que em muitas zonas do Himalaia há mais chuva no período das monções e menos em épocas secas.

"As regiões mais secas ficam mais secas e as mais úmidas mais úmidas", resume Rakhshan Roohi, cientista do Instituto de Pesquisas de Recursos Água do Paquistão.

Além disso, com as condições climáticas incertas para as colheitas, que provocaram a migração de pessoas em busca de meios de subsistência alternativos, os agricultores enfrentam cada vez mais desastres naturais como cheias de rios e transbordamento de lagos. (Fonte: Yahoo!)

Minc anuncia fórum permanente de discussão com ongs ambientalistas

Organizações não-governamentais de meio ambiente e a Frente Parlamentar Ambientalista vão participar das discussões sobre a revisão no Decreto 6.514/2008, que tornou mais rígida a Lei de Crimes Ambientais. A mudança no texto foi solicitada pelo setor agrícola, que alega dificuldades em cumprir 12 dos 162 artigos da legislação, em especial o que trata da averbação e recomposição da reserva legal. Representantes do agronegócio devem encaminhar esta semana ao Ministério do Meio Ambiente uma proposta de alteração na lei.

"Esses pontos de divergências serão debatidos entre todos os setores, tendo em vista que as ongs estão maduras, o setor produtivo está maduro e o governo está maduro", disse o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, nesta segunda-feira (25), após reunião com representantes de nove ongs. "Estamos inaugurando um fórum permanente com as ongs e os encontros serão permanentes, já que temos muitos temas comuns em pauta", disse, acrescentando que todas as ongs convidadas para o fórum são sérias e possuem tradição de conversar com o setor produtivo.

O eixo principal do fórum, segundo Minc, será o desmatamento zero. Sérgio Leitão, do Greenpeace, destacou que o Brasil já possui áreas desmatadas o suficiente para permitir que o Brasil zere o desmatamento e, ao mesmo tempo, garanta o crescimento econômico e o processo de expansão da agricultura. "Isso é que vai nortear as discussões", disse.

Participaram da reunião as ongs TNC, WWF Brasil, Amigos da Terra, Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (Ipam), Instituto Socioambiental (ISA), Conservação Internacional, Greenpeace, Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) e Rede de Ongs da Mata Atlântica. No encontro desta segunda-feira também foram tratados temas como zoneamento ecológico-econômico, código florestal e combate ao desmatamento, entre outros assuntos.

Na reunião, Minc também garantiu às ongs que não haverá plantio de cana-de-açúcar em áreas do Pantanal. "O Pantanal não vai virar um canavial", disse, acrescentando que não serão permitidas usinas de cana no bioma e nem abrandamento das leis e resoluções nesse sentido. Ao contrário, segundo o ministro, serão criadas novas defesas, como uma faixa de exclusão da cana para além do bioma e uma série de restrições para diminuir o uso de agrotóxicos no plantio, a geração de vinhoto e o revolvimento da terra, o que aumenta a erosão e a sedimentação de rios.

Minc também destacou que não haverá alteração no Decreto 6.321, de dezembro de 2007, que estabelece regras para combater o desmatamento na Amazônia, nem na medida do Banco Central que limita o crédito rural a produtores que não estão em dia com suas obrigações ambientais e fundiárias. (Fonte: Gisele Teixeira/ MMA)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Agricultura prepara dossiê antidecreto que limita a área de plantio

Enquanto os ministros da Agricultura e do Meio Ambiente discutem juntos temas em comum das duas pastas e buscam um entendimento, entidades representativas de vários setores da agropecuária articulam ações judiciais e políticas para derrubar o Decreto 6.514, publicado em julho, alterando a Lei de Crimes Ambientais.

De acordo com Assuero Doca Veronez, presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a entidade com a ajuda de outras lideranças está sendo preparado um dossiê com informações técnicas sobre os supostos prejuízos que o Decreto trará ao setor. O documento será entregue na próxima semana.

"Vamos fornecer aos deputados todas as informações técnicas do quanto a agricultura vai perder em produção. Vamos dividir por região e mostrar os prejuízos em arrecadação, Produto Interno Bruto (PIB), geração de emprego", disse Veronez.

Segundo ele, a transformação de áreas produtivas em áreas de reflorestamento vai diminuir em 15% a área agricultável do País, o que corresponde a 35 milhões de hectares.

O dossiê faz parte de uma ação política junto ao executivo, mas as lideranças do agronegócio também buscam medidas judiciais. Segundo Veronez, na semana que vem haverá uma reunião com advogados para definir a estratégia jurídica. "O tipo de ação ainda não foi definido, mas haverá uma medida judicial. Vamos tentar reverter esse decreto já que ele foi analisado minuciosamente e considerado inconstitucional", disse.

O objetivo de fornecer o máximo de informações aos deputados deve-se ao fato de que na próxima semana haverá uma reunião entre os representantes do judiciário e o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, onde o assunto será debatido.

Ontem a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados iria votar um requerimento de um anteprojeto de Decreto Legislativo para sustar o Decreto, mas a votação também foi adiada para a próxima semana. Um documento ssinado por várias instituições do agronegócio brasileiro também deve chegar nas mãos do presidente Lula na segunda-feira.

A revogação dos efeitos da nova norma é defendida principalmente pela Frente Parlamentar da Agropecuária e pela CNA. Na avaliação da entidade, a obrigatoriedade de averbar a reserva legal em 60 dias, sob pena de multa diária, que varia de R$ 50 a R$ 500 por hectare é um dos pontos mais graves para o setor agropecuário.

Priscila Machado
Fonte: DCI - Diário do Comércio & Indústria

Programa da SBF incentivará recuperação de áreas de Mata Atlântica

14/08/2008


Daniela Mendes

Está em elaboração pela Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF) do Ministério do Meio Ambiente um programa que tem por objetivo estimular a recuperação em larga escala de áreas da Mata Atlântica e proporcionar ao proprietário dessas áreas acesso aos mercados de carbono.

A proposta foi discutida nesta quinta-feira (14) em um workshop promovido pela SBF com a participação de outros departamentos do MMA, entre eles a Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental; além de entidades atuantes no bioma como a Rede de Ongs Mata Atlântica, o FBOMS, o Vitae Civilis, o Instituto Socioambiental, entre outros.

A versão final do programa deverá ser concluída até setembro e será apresentada durante o evento da Semana da Mata Atlântica, em outubro, no Rio de Janeiro.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Carlos Minc decide plantar dendê na Amazônia

Acordo selado entre os ministros da Agricultura e do Meio Ambiente permitirá a plantação de dendê e outras espécies exóticas em áreas de recuperação de floresta nativa na Amazônia. A expectativa é multiplicar o cultivo de oleaginosas destinado à produção de biodiesel na região.

"Quem tudo quer tudo perde", disse Carlos Minc (Meio Ambiente) ao confirmar o acordo, atacado por ambientalistas. "Se batermos o pé numa regra muito rígida, continua a área degradada." Ele adianta que metade da área já desmatada poderá ser recuperada por meio de espécies exóticas, mas o acordo ainda será detalhado antes de virar norma legal.

O Ministério da Agricultura estima que a área de cultivo do dendê na Amazônia Legal - de 60 mil hectares hoje - poderá crescer até cem vezes. O cálculo foi feito com base na soma das áreas degradadas e não contabiliza unidades de conservação ou demais áreas protegidas.

Segundo ONGs ambientalistas, o movimento na prática muda o Código Florestal e reduz a reserva legal no bioma de 80% para 50%, como prevê projeto de lei de autoria do senador ruralista Flexa Ribeiro (PSDB-BA). O projeto, apelidado de "Floresta Zero" e cujo substitutivo tramita na Câmara, libera produtores para plantarem dendê em vez de floresta na área de reserva legal.

A aprovação do projeto na Câmara vinha sendo barrada pelo Meio Ambiente. A então ministra Marina Silva se opunha ao texto. O da Agricultura, Reinhold Stephanes, é favorável a ele. "Esse acordo dá uma sinalização concreta para a bancada ruralista de que agora tem um ministro a mais", disse Paulo Adário, do Greenpeace.

Para as ONGs, o dendê, por ser uma monocultura, não cumpre o papel de recuperação da biodiversidade. Pior, há o temor de que o "Floresta Zero" estimule desmatamento além do permitido, já que os produtores poderão aproveitar a área aberta para plantar dendê.

Em nota divulgada na sexta-feira (8), um grupo de 12 ONGs criticou o acordo, acusando Minc de romper um compromisso -ele disse na sua posse que o governo não permitiria a redução da reserva legal na Amazônia. Minc avalia que o acordo do dendê é produto do "bom senso": "A idéia de recuperar áreas degradadas só com espécies nativas é mais interessante para a biodiversidade, mas não tem estímulo econômico".

Ele insiste em que a liberação para o dendê e culturas destinadas ao biodiesel terá como limite metade da área de reposição.

Minc e Stephanes já tiveram dois encontros nas últimas semanas, mas a agenda proposta pela Agricultura não chegou nem à metade. Entre os seis acordos selados, está o zoneamento da cana-de-açúcar. (Fonte: Marta Salomon/ Folha Online)

Brasil é líder em 'importação de água', diz relatório

Um relatório da organização ambiental WWF aponta o Brasil como líder de um ranking de países importadores de água virtual agrícola - a água usada em plantações para a produção de alimentos, bebidas e roupas.

O relatório foi apresentado nesta quarta-feira (20) na Semana Internacional da Água, que reúne cerca de 2,5 mil representantes de 140 países na capital da Suécia, Estocolmo.

O autor do estudo e especialista do WWF no mapeamento mundial da água, Stuart Orr, diz que o Brasil lidera o ranking por que importa mais commodities que consomem água para serem produzidas (como cereais e itens de vestuário) do que exporta.

Segundo o relatório, o Brasil exporta 91 bilhões de m3 de água agrícola virtual por ano e importa 199 bilhões de m3 - o que representa uma importação líquida de 107 bilhões de m3 a cada ano.

Em segundo lugar no ranking do WWF está o México (com importação líquida de 84 bilhões de m3 por ano), seguido de Japão (83 bilhões de m3), China (78 bilhões de m3), Itália (50 bilhões de m3) e Grã-Bretanha (40 bilhões de m3).

Impacto - "Quando um país importa produtos de outros países, é importante ter consciência do impacto gerado sobre os recursos de água nas regiões em que estes produtos foram produzidos", disse Orr à BBC Brasil.

"Por exemplo, uma camisa produzida com algodão cultivado no Paquistão ou no Uzbequistão requer 2,7 mil litros de água numa região que já apresenta sinais de escassez", afirmou.

O especialista do WWF ressaltou a importância de que o Brasil, assim como os demais países, levem em consideração o impacto gerado por suas importações nos recursos de água das nações que exportam os produtos.

"No caso do Brasil, é importante que o governo, as empresas e os consumidores tenham maior consciência deste impacto. É preciso saber onde e em que condições estes produtos são produzidos", disse Orr.

"Se um produto é produzido em uma região ameaçada, há duas alternativas: ou discutir formas de melhorar o gerenciamento local da água, ou mudar de fornecedor. O que não podemos fazer é exportar nossos problemas para outros países e consumir água de regiões ameaçadas", afirmou.

Grã-Bretanha - O relatório de Orr se concentrou na Grã-Bretanha, que é hoje o sexto maior importador de água virtual.

Segundo Orr, cada pessoa na Grã-Bretanha consome nas tarefas diárias uma média de 150 l de água por dia. Este total, porém, chega a 4.645 l de água per capita por dia quando se leva em conta a água "virtual" consumida na produção de alimentos, roupas e outros produtos.

Apenas 38% do total de água consumida na Grã-Bretanha vem de seus próprios rios, lagos e reservas, conforme o WWF.

O restante vem de recursos de vários países, utilizados para irrigar e processar alimentos e fibras que as pessoas consomem na Grã-Bretanha.

"O que nos preocupa particularmente é que enormes quantidades destes produtos são cultivadas em regiões mais secas do mundo, onde os recursos da água ou já estão ameaçados ou muito provavelmente estarão sob ameaça no futuro próximo", diz o relatório.

Para produzir apenas um tomate no Marrocos, segundo o estudo, são necessários 13 l de água. Levados em conta todos os ingredientes, uma xícara de café representa 140 l de água.

"Novo petróleo" - Os especialistas reunidos em Estocolmo falam da água como "o novo petróleo" - um recurso limitado, que já está se esgotando em diversas áreas e que se tornará cada vez mais caro, promovendo um impacto crítico nos preços ao consumidor.

A conferência, organizada pelo Instituto Internacional da Água de Estocolmo (SIWI), tem como tema central este ano o saneamento - "Progresso e perspectivas sobre a água: por um mundo limpo e saudável, com especial atenção ao saneamento".

Segundo os organizadores da conferência, mais de 2,5 bilhões de pessoas ainda sofrem com a falta de acesso a condições básicas de saneamento em todo o mundo.

A cada ano, 1,4 milhão de crianças morrem de doenças relacionadas à falta de saneamento básico.

A ameaça imposta pelas más condições sanitárias é, segundo os organizadores, um dos maiores problemas ambientais da atualidade. (Fonte: G1)

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura avançam em agenda comum

Os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Agricultura, Reinhold Stephanes, avançaram em mais quatro pontos da agenda comum das duas pastas, que inclui 15 itens. Após reunião, nesta terça-feira (12), os ministros afirmaram que há harmonização de pensamento entre os dois em relação às seguintes questões: passivo ambiental em áreas de preservação permanente, recuperação de áreas degradadas na Amazônia e no Cerrado, ampliação de alternativas para constituição de servidão florestal em áreas de preservação e ainda recomposição de reservas legais e APPs com espécies exóticas consorciadas com nativas.

Minc destacou que um dos acertos é a possibilidade de que os produtores possam fazer a recomposição da reserva legal fora de suas áreas produtivas, como em outras terras particulares ou em terras públicas, para que cumpram a lei sem diminuir a produção. Estamos estudando a viabilidade legal disso. Em terras particulares, por exemplo, a recuperação teria que ser no bioma e no estado de origem. No caso da área pública, o produtor poderia adotar uma área referente ao que tem, por lei, que recompor. É bom para ele e é bom para o governo, disse.

No caso das espécies exóticas, os dois ministros destacaram o uso do dendê em áreas de recuperação. É um triplo ganho, segundo Minc, porque ao plantar a oleaginosa o produtor seqüestra carbono, produz um combustível que emite menos gases e ainda recupera áreas degradadas.

"Agricultura e meio ambiente estão cada vez mais próximos na sua percepção. Nós queremos produção sustentável e agricultura quer a conservação dos solos e a proteção da água", destacou Minc. Stephanes reiterou que as duas pastas estão sintonizadas. "O ministro da Agricultura está sendo um pouco mais ambientalista e o ministro do meio ambiente um pouco mais da agricultura. Isso é o mais importante. Estamos procurando nos entender e estamos nos entendendo", acrescentou.

As duas pastas já haviam acordado, recentemente, em relação ao Zoneamento Agroecológico da Cana- de-Açúcar e às alterações no Anteprojeto de Lei de Acesso e Repartição de Benefícios. (Fonte: Gisele Teixeira/MMA)

Ministério do Meio Ambiente flexibiliza regras para pesquisa com biodiversidade

O governo oficializou a flexibilização das regras de acesso a recursos da biodiversidade em unidades de conservação federais para pesquisa científica. A norma, que consta em portaria do Ministério do Meio Ambiente, reestrutura o Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (Sisbio) e permite que as autorizações para pesquisa sejam emitidas por instituições científicas, como universidades.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) assinará termos de compromisso com essas entidades para transferir a aprovação de pesquisas, o que deverá reduzir a burocracia para estudos com uso da biodiversidade, o que inclui plantas medicinais. As instituições emitirão as licenças e informarão ao órgão ambiental sobre as pesquisas em andamento, sendo “co-responsáveis” pela pesquisa.

A portaria também institui um Comitê de Assessoramento Técnico, que subsidiará as decisões do ICMBio na aprovação prévia de autorizações para atividades como coleta e transporte de material biológico e captura ou marcação de animais silvestres, além de propor critérios de concessão de licenças e de fiscalização, por exemplo.

A nova regra atende pedido da comunidade científica, que sempre apontou a burocracia como um entrave à realização das pesquisas. Representantes da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) estiveram com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, no último dia 5 para negociar as mudanças na legislação.

“Vemos a portaria como um avanço bastante positivo, e agora queremos testá-la. Na teoria ficou muito bom, queremos colocar em prática”, apontou a vice-presidente da SPBC, a bióloga Helena Nader.

A cientista lembrou que, além da portaria do MMA publicada na segunda-feira (11) no Diário Oficial da União, há outras questões relativas a pesquisa com uso da biodiversidade que só poderão ser desburocratizadas por meio do anteprojeto de lei – em tramitação da Casa Civil – que irá substituir a Medida Provisória 2.186/2001, que atualmente regula o tema.

“A portaria vai ser um grande teste. O anteprojeto regulamenta outros aspectos, em relação à legislação e ao acesso ao patrimônio genético, por exemplo. O ministro (Carlos Minc) disse que pretende enxugar, reduzir os detalhes; vamos acompanhar. O que a comunidade científica quer é menos lentidão e menos entrave para as pesquisas, enquanto a biopirataria corre solta”, ponderou Helena Nader. (Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil)

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Semi-árido será a região mais impactada pelo Aquecimento Global

O impacto mais forte do aquecimento global sobre a agricultura deve ocorrer justamente em uma área que já não é favorecida. A análise feita pela Embrapa e pela Unicamp separou as projeções município por município e mostrou que aqueles do semi-árido são os que mais sofrerão.

"Infelizmente, parte do semi-árido deverá virar um deserto mesmo, o que coloca o interior do Nordeste em situação crítica", diz Hilton Pinto, da Unicamp. Mas isso, segundo Eduardo Assad, da Embrapa, pode ajudar o governo e a sociedade a começarem a entender quais são as soluções.

"No caso do Nordeste, é muito simples", diz. "A saída está nas culturas locais.Na serigüela, no sorgo e assim por diante".

Caminhos mais genéricos, como a integração pastagem-lavoura (para melhorar o aproveitamento das áreas mais aptas para a produção) e o melhoramento genético (plantas transgênicas mais aptas à falta d'água, por exemplo) poderão ser usados para todo o Brasil.

O estudo de Assad e Pinto também aborda o problema da emissão de gases causadores do efeito estufa resultantes do avanço da fronteira agrícola no país. A situação tende apenas a piorar, dizem os pesquisadores, cada vez que se derruba uma árvore para abrir uma lavoura. Para barrar isso, diz a dupla, a questão do controle do desmatamento amazônico deve passar a ser central. (Fonte: Eduardo Geraque/ Folha Online)

Aquecimento global pode dar prejuízo de até R$ 14 bilhões à agricultura brasileira

Se nada for feito para conter o aquecimento global, a produção de alimentos no Brasil pode tomar um prejuízo de R$ 7,4 bilhões já em 2020. A situação fica ainda pior cinqüenta anos depois: em 2070, as perdas devem quase dobrar e atingir os R$ 14 bilhões. O alerta foi feito por um estudo realizado em parceria entre a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) divulgado nesta segunda-feira (11).

A cultura mais afetada será a soja, que pode perder até 40% na produção, o que renderia um prejuízo de R$ 7,6 bilhões até 2070. O cultivo de café deve mudar de endereço, deixando o Sudeste (o que deve gerar perdas de até 90% para os produtores de São Paulo e Minas Gerais) para ter sucesso no Sul. Entre as regiões brasileiras, o impacto maior se concentra no Nordeste, que verá uma forte redução na área das plantações de arroz, milho, feijão, algodão e girassol -- só nesses estados, 20 milhões de pessoas serão atingidas.

Mas se as notícias são ruins para a produção de alimentos, o aquecimento global não parece ter um efeito negativo sobre a cana-de-açúcar. “Apesar das mudanças climáticas, o programa do etanol parece estar garantido”, explicou ao G1 o co-autor do estudo, Eduardo Delgado Assad, da Embrapa. “O biodiesel, no entanto, vai enfrentar problemas, porque a soja é atingida em cheio”, diz ele.

O trabalho foi realizado unindo os dados do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas das Nações Unidas) sobre o aquecimento global, divulgados no início de 2007, com o Zoneamento Agrícola de Riscos Climáticos, do Ministério da Agricultura. A equipe analisou os nove cultivos mais representativos da produção nacional: algodão, arroz, café, cana-de-açúcar, feijão, girassol, mandioca, milho e soja. E não levou em conta os estados da Amazônia, porque eles não fazem parte do zoneamento.

Durante o levantamento, os cientistas conseguiram analisar as variações de temperatura em áreas de cerca de apenas 40 quilômetros. “Estamos falando sobre os riscos do aquecimento global para a agricultura faz tempo. A diferença é que agora somos capazes de dar o endereço e o telefone do agricultor que será afetado”, afirma Assad.

Alterações previstas - O aumento provavelmente inevitável da temperatura no país, além de fazer as plantas e o solo perderem mais água por evapotranspiração, não deve ser compensado por um aumento correspondente de chuvas. É o que afirma Hilton Silveira Pinto, agrônomo do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura da Unicamp e co-autor do estudo.

“Os dados sobre chuva que nós obtivemos com o modelo climático são irregulares, mas há 4.000 estações da ANA (Agência Nacional de Águas) espalhadas pelo Brasil, com mais de 25 anos de dados. E a conclusão é que não há variação no total de chuva. Por isso, o que deve haver é o aumento de eventos extremos”, diz o pesquisador. Trocando em miúdos: a água que cai do céu ao longo do ano como um todo não deve variar, mas é quase certo que haja mais tempestades furiosas, intercaladas por períodos cada vez mais longos de seca. “É uma tendência que a gente já está vendo nos últimos 50, 60 anos”, afirma o agrônomo.

Isso significa tanto uma possibilidade maior de falta d’água nas fases mais críticas do crescimento das plantas quanto a intensificação da aridez em regiões que já são naturalmente ressequidas, como a caatinga do Nordeste e do norte de Minas. “No caso do oeste da Bahia, por exemplo, em que há grande produção de frutas com irrigação, a situação pode ficar crítica”, diz Silveira Pinto.


Adaptação e mitigação - E, se o problema vai ser água de menos, as medidas para diminuir a liberação de gás carbônico na atmosfera ou para se adaptar às temperaturas mais altas também podem ter um impacto positivo sobre os recursos hídricos, diz o pesquisador. Uma delas é o plantio direto, no qual a palhada da safra já colhida continua no solo durante a nova semeadura. “Com isso, você consegue uma economia de água de 10% e seqüestra (armazena) uns 500 kg de carbono por hectare ao ano”, afirma.

Outra combinação interessante é juntar numa só mistura sistemas agroflorestais (eucalipto plantado, por exemplo), lavouras anuais e gado. O aproveitamento máximo do solo - de preferência em áreas que hoje são pastagem degradada - também aumenta o seqüestro de carbono (via árvores), mantém o gado “sombreado” pela agrofloresta e pode até quadruplicar a produtividade da pecuária.

Uma aposta da Embrapa para a sobrevivência às mudanças climáticas são os chamados “transgênicos de segunda geração”, projetados não para serem maiores, melhores e sobreviverem sem pesticidas, mas para suportarem temperaturas mais altas. O segredo está nos genes de plantas típicas dos climas mais quentes do país, como o umbu e a sirigüela. Assad acredita que esse tipo de alteração genética pode manter o café em Minas e o algodão no Nordeste. “A biodiversidade brasileira, que está sendo destruída, é a verdadeira salvação da lavoura”, diz ele.

Para realizar tudo isso, o “gigante adormecido” conta com uma posição especial. “Temos domínio da agricultura tropical. Temos o conhecimento, temos o pessoal e, mais importante, temos área suficiente para colocar tudo isso em prática”, afirma Assad. “Mas precisamos de recursos. E precisamos começar já. Essas são estratégias que demoram anos para dar resultados. Já devíamos ter começado antes”, diz ele

Silveira Pinto aposta que os agricultores brasileiros não vão ficar de braços cruzados diante das necessidades impostas pelas mudanças climáticas. “Para começar, todo o sistema de financiamento agrícola do Brasil já depende do zoneamento de risco climático. E em agricultura conta muito o que chamamos de exemplo do vizinho. Quem adotar essas mudanças vai ser copiado”, afirma. (Fonte: G1)

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O menor tamanduá do mundo


O Tamanduaí (Cyclopes didactylus, na foto) é o menor dos tamanduás existentes, pesando no máximo 300 gramas. Possui hábitos exclusivamente arborícolas e noturnos, sendo um dos animais menos estudados da ordem Xenarthra. Embora as populações da espécie sofram com o rápido desflorestamento e perda de habitat em toda a América Latina, ela não é considerada ameaçada pela IUCN, tendo a classificação de (DD) dados deficientes (IUCN, 2006), pelo fato de haver pouquíssimos estudos a seu respeito. Essa lacuna está sendo suprida pelo Instituto de Pesquisa e Conservação de Tamanduás no Brasil, num trabalho que, sob coordenação da pesquisadora Flávia Miranda, visa levantar informações preliminares a respeito das populações de tamanduaí na Floresta Amazônia e Mata Atlântica, além de dados básicos de biologia, ecologia, sanidade e genética, que permitam embasar futuros planos de manejo para a conservação da espécie. O projeto é financiado pela Fundação O Boticário de Conservação a natureza e tem apoio da Wildlife Conservation Society-WCS. Para saber mais, visite o portal do Instituto.

RPPN - Investimento de futuro

Desde 2006, o Idéia Ambiental (Instituto de Pesquisa e Conservação da Natureza) trabalha com aquele que se tornou seu carro-chefe: o projeto “RPPN, um investimento de futuro”, que consiste no estabelecimento de propriedades particulares destinadas à proteção ambiental, onde se procede a realização de atividades de cunho científico, cultural, educacional, recreativo e de lazer.

Com parceiros em todos os setores, o Instituto registrou até hoje mais de 650 RPPNs, protegendo cerca de 5000 hectares em todo o Brasil. Inscrito no Bovespa Social Ambiental, programa mantido pela Bovespa, o projeto foi aprovado e atualmente é o único do segmento ambiental do Paraná a ingressar na rede de investidores desta instituição financeira.

Brasil ganha primeira estrada 'amiga dos animais'

As mortes de animais por atropelamento são consideradas hoje a segunda maior causa de perda de biodiversidade da fauna em todo o planeta, atrás apenas da redução de ambientes naturais. No estado do Espírito Santo a construção de uma estrada 'amiga dos animais' busca mudar essa situação.

A rodovia, que corta três unidades de conservação, conta com profissionais que a cada 90 minutos percorrem a estrada recolhendo e identificando os animais atropelados. A intenção é entender os padrões dos acidentes para assim elaborar novas maneiras de lidar com o problema.

Nos Estados Unidos, atualmente, 1 milhão de vertebrados são atropelados por dia nas rodovias do país. No Brasil, apesar de não existirem estimativas sobre o número de animais mortos nessa situação, acredita-se, pela extensão do país e pela existência de muitos ambientes cortados por estradas, que o índice também seja elevado.

Além da morte provocada pelos acidentes, alguns dos principais efeitos das rodovias e ferrovias para a fauna silvestre são a perda, a fragmentação e a perturbação dos hábitats naturais; a poluição; e o fato de as estradas representarem barreiras que podem isolar populações.

Mas os atropelamentos de animais silvestres podem ter conseqüências trágicas também para os humanos. Levantamento feito no Canadá, em 2003, para a Diretoria Canadense para o Transporte Seguro, revelou que, dos 1.253 acidentes envolvendo animais (inclusive domésticos) ocorridos no país de 1996 a 2000, 20 deles resultaram também em mortes humanas.

Os danos materiais decorrentes desses acidentes chegaram a mais de US$ 106 milhões. No Brasil, recentemente, foi noticiada em Goiás, a morte de um motociclista que colidiu com uma capivara. E a freqüência de acidentes deste tipo deve ser alta no território brasileiro.

Programa pioneiro

Apenas uma rodovia brasileira realiza o monitoramento sistemático de animais silvestres atropelados: a rodovia ES-060, conhecida como Rodovia do Sol, que liga Vitória e Guarapari, no Espírito Santo.

O trecho onde o monitoramento é realizado tem 57,7 km e é administrado (sob concessão) pela empresa RodoSol. A coleta dos animais atropelados é feita por inspetores de tráfego da concessionária, que percorrem toda a rodovia a cada 90 minutos, de dia ou de noite, todos os dias do ano.

Entre maio de 2001 e fevereiro de 2007 o programa registrou o atropelamento de 1.222 animais de 171 espécies, como o ouriço-cacheiro e a suaçubóia.

As aves são as que mais morrem na rodovia (44,4% das coletas), mas os números referentes a anfíbios, mamíferos e répteis também são significativos.

Entre as espécies identificadas, 23 tiveram 10 ou mais indivíduos mortos. Somadas, elas perderam 860 indivíduos. Portanto, apenas 13,4% das espécies respondem por 70,3% dos corpos coletados, destacando-se a cobra-d'água e a coruja-buraqueira como as duas espécies mais afetadas.

Foram atropelados de cinco a nove indivíduos de outras 23 espécies (que, juntas, representam 12,9% do total registrado), e um a quatro indivíduos das 125 espécies restantes (somando 16,7% dos indivíduos mortos).

Existe, portanto, significativa concentração de indivíduos mortos em poucas espécies e elevado número de espécies que tiveram poucos indivíduos atropelados.

A Rodovia do Sol apresenta às suas margens diferentes formações florestais e áreas urbanizadas. A comparação entre o número de atropelamentos e as formações florestais mostrou padrões bastante variados, uma vez que há grandes diferenças entre os ambientes naturais ao longo da estrada.

Porém, quando se considera toda a rodovia, percebe-se que o maior número de atropelamentos ocorre nas áreas onde existem ambientes naturais dos dois lados, pois os animais continuam a passar de um lado para outro em suas atividades de busca por alimento, abrigo ou parceiros.

Constatou-se ainda que 58,4% espécies atropeladas (110, do total de 171) são capazes de sobreviver em áreas que margeiam locais ocupados pela população humana, e podem ser encontradas tanto no ambiente natural quanto no urbano.

Para que as espécies silvestres sejam protegidas, é necessário realizar estudos de longo prazo sobre os atropelamentos de animais em estradas. Só assim será possível avaliar a eficácia dos instrumentos de proteção atuais e desenvolver novas técnicas que permitam, algum dia, evitar ou reduzir uma das maiores causas de extermínio da fauna silvestre no mundo e equilibrar a relação das espécies silvestres com os usuários das rodovias.

O Brasil conta hoje com um grupo de trabalho formado por pesquisadores, técnicos do Ibama e outros especialistas, que tem como principal objetivo definir ações prioritárias para diminuir as mortes de animais silvestres e de pessoas nas rodovias brasileiras.
(Fonte: Andreas Kiekebusch / Jornal do Brasil)